10/01/2009

Reduzir Reutilizar e Recuperar

A recuperação do património edificado é uma atitude ecológica!
É um princípio que segue claramente a política dos 3 "R", ou seja, Reduzir, Reutilizar e Recuperar!
Reduzimos os gastos porque não desperdiçamos novos terrenos, novas ligações infra-estruturais a esses terrenos e todos os materiais aplicados nas novas construções!

Reutilizamos o existente ou renovamos um uso, quer se trate de uma simples casa unifamiliar quer se trate de um imóvel com fins turísticos ou comerciais!

Recuperamos o existente adequando-o às exigências do habitat moderno, com níveis de conforto e segurança elevados e empregando as mais altas tecnologias na criação de sustentabilidade energética!

Na UTOPIA os projectos encontram sempre uma solução ecologiacamente sustentável


Projecto de Recuperação de Casa Agrícola para Habitação Unifamiliar - Malta

Projecto de Recuperação de Casa Brasileira do Séc. XIX para Habitação Unifamiliar - Mindelo - Porto

Projecto de Recuperação de Casa Antiga para Hotel Rural - Lodeiro - Cinfães do Douro


Projecto de Recuperação de um conjunto Casas Rurais para Turismo de Aldeia - Aldeia de Insalde - Paredes de Coura

02/01/2009

O arquitecto e a cidade sustentável


Corredor bus
Aproximam-se as eleições autárquicas e o papel dos arquitectos nos programas eleitorais a apresentar pelos candidatos é essencial. Sabemos que algumas câmaras como Lisboa ou Porto têm como debate centra a qualidade do espaço público e problemas relacionados com o urbanismo, transportes e planeamento urbano.


Assim sendo, lanço daqui um repto a cada arquitecto para que, na medida do possível defenda soluções amigas do ambiente e de fácil viabilidade económica, não só nos projectos como na acção política. Deste modo, cada arquitecto deve sustentar a arborização máxima do espaço público, a multiplicação dos corredores BUS, a criação do maior número possível de áreas pedonais, ciclovias, a criação de áreas multi-funcionais, enfim, tudo medidas de fácil execução mas que requerem alguma coragem política. Ora essa coragem política torna-se mais fácil quando os técnicos estão do lado dessas medidas.


Que seja então um bom ano para todos, cidadãos, arquitectos e especialmente para a arquitectura sustentável das nossas cidades!

22/12/2008

Projecto de arquitectura sustentável e o mobiliário sustentável






A arquitectura sustentável não termina nas paredes do projecto. Um arquitecto sensível às questões ambientais pode e deve propor a utilização de mobiliário ecológico a partir da reciclagem de mobília existente. Tal permite um novo recurso estético que é sem dúvida rico ainda pouco explorado por arquitectos e designers.
Assim, podemos com imaginação e trabalho mobilar a nossa casa com restos de materiais ou inclusivé peças de mobiliário reaproveitadas.
Os arquitectos da Utopia ou Piet Eek são exemplos desta atitude.
A arquitectura e o design passa a estar ao serviço do ambiente e o arquitecto ou designer um agente desta luta.

16/12/2008

Os materiais do projecto de arquitectura sustentável

Creio que é importante começar a falar de materiais que possam ser reciclados e incorporados numa construção sustentável:

-cortiça
-vidro
-pedra
-alumínio
-ferro
-madeira

Destes nem todos possuem um custo ambiental de produção baixo, contudo possuem a vantagem de serem reciclados facilmente.
Nós arquitectos, devemos ter isso em atenção na hora de elaborar um projecto de arquitectura.
Assim materiais não facilmente recicláveis ou até não degradáveis devem ser preteridos. Nos nossos projectos deveremos evitar o uso de:

- colas com resinas
- polímeros
- betuminosos

Estes últimos provocam graves danos ambientais na sua produção e não são biodegradáveis.

01/12/2008

Projecto de Arquitectura Sustentável e Domótica

Creio que é importante começar a debater o tema da domótica nas habitações e o seu papel na sustentabilidade sem preconceitos.
Deste modo, vejo muita confusão recentemente.
A domótica é por definição a utilização de hardware e software que controla de modo centralizado o maior número de equipamentos que uma casa possui.
Isto é, a partir de um processador eu consigo ligar e desligar manualmente ou de modo programado os equipamentos que aquecem ou arrefecem a casa ou electrodomésticos que necessito.
Pois bem, em si mesmo, a domótica não é ecológica. Ela é ou não amiga do ambiente dependendo do modo em como eu a utilizo.

Assim, se eu utilizar este sistema para:
-baixar os consumos de electricidade fazendo funcionar os equipamentos na altura em que a rede eléctrica está com menor utilização
-fazer funcionar as protecções contra a radiação solar para não ter gastos de arrefecimento exagerados
-desligar automaticamente equipamentos ou iluminação quando não estão a ser utilizados
-etc...
...Então eu estou a utilizar um sistema verdadeiramente ecológico.

Mas se eu utilizar a domótica para:
-carregar num botão e fazer subir um estore
-accionar equipamentos por controlo remoto
-substituir sistematicamente o hardware para actualizar o software pesado
-não ter trabalho a accionar a iluminação
-...etc
...então estarei a utilizar um sistema que consome mais recursos e destrói equipamentos manuais que consomem 0% de energia.

É importante não esquecermos dois exemplos passados:

1
O caso do hardware e o modo como os fabricantes de software nos impôem hardware cada vez mais sofisticado sem necessidade nenhuma. Um pentium IV com windows vista faz exactamente o mesmo que um pentium II com uma distribuição de linux.
2
O caso das celulas fotoelectricas que accionam a iluminação pública e que nem sempre o fazem do modo mais rigoroso, fazendo-nos gastar milhares de euros em recursos de modo desnecessário.

Assim, se queremos utilizar a domótica convém sempre analisar o software para verificarmos se o sistema é verdadeiramente amigo do ambiente ou se não passa de pura publicidade enganosa.




O desperdício de energia pela má programação da iluminação pública é um exemplo a não seguir na domótica.


A utilização de linux na domótica é essencial para reduzir a necessidade de actualizar o hardware

22/11/2008

Projecto de arquitectura sustentável - Reabilitação

Para além dos exemplos de história de outros povos creio ser também interessante pensarmos sobre alguns modos de tornar o projecto de arquitectura sustentável.
Isto é, para além das preocupações de poupança energética e de eficiência térmica existem aspectos que tornam o projecto mais ou menos amigo do ambiente.
Um desses aspectos é a capacidade que este tem de recuperar recursos já existentes.
Isto é, é preciso recuperar construções.
Recuperar construções significa gastar menos recursos sendo assim uma estratégia de projecto ecológica:
- Em vez de construirmos museus novos recuperemos infraestruturas que possam albergar programas deste tipo.
- Em vez de construirmos casas novas, recuperemos o património residencial existente.

Que projecto não se poderia aqui fazer no Porto?



Quanto não se Pouparia se aqui intervirmos?



Quanto investimeno perdemos todos os dias?

14/09/2008

Tecer Arquitectura

Em contraponto à "arquitectura uterina", que escava a natureza, desenvolvendo formas através da subtracção de elementos, temos outro tipo de construção, assente na adição de elementos.


Teppe índio

O elemento vertical é o ponto central das primitivas construções, sendo suporte de toda uma estrutura que constituirá o abrigo. Sobre este suporte aparece a “pele” da habitação, seja ela em couro de animais ou tecida em palha/finos troncos de madeira, por vezes recorrendo a argamassas na sua junção. É habitural a ornamentação, quer por meio de pinturas quer pela própria foama de "tecer" a palha.
Nessa pele, o elemento “protector” do abrigo, ressurge o carácter feminino da construção, contraposto à estrutura imóvel e rígida (elemento masculino).


Cabanas antigas de estrutura de madeira com membrana exterior de palha


Abrigos com revestimento em palha e terra

Na sua análise da habitação primitiva Semper dividia-a em quatro elementos essenciais: “ o lugar do fogo”, o embasamento, a estrutura e a membrana de protecção.
Esta divisão é claramente ligada a uma visão etnográfica da construção.
O abrigo inicial é descrito como a constituição de um micro-mundo e a sua interpretação está notoriamente ligada à visão cosmológica dos seus construtores.


Hoje as ideias que estão na base do desenvolvimento de um edifício não reunem por certo a visão cosmológica do seu arquitecto.
Ainda assim o conceito "Pele" é usado, mantendo o seu carácter de protecção e ornamento.





Guys Hospital - Uma membran metálica forma "tece" a fachada do Edifício.


Uma boa maneira de repensar a arquitectura sob um ponto de vista sustentável partirá certamente pela análise dos modelos antigos de "pele" e pela aplicação de lógicas semelhantes nas actuais arquitecturas.