31/03/2012

Arquitectos e a Natureza

Arquitectos e Natureza : o recuperar de uma ligação perdida
Creio que poderemos reflectir um pouco mais sobrea relação da arquitectura com a Natureza. Ultimamente temos debatido no atelier de arquitectos onde trabalho a forma como aproveitamos os recursos naturais que temos no modo de fazer arquitectura e como temos de recuperar o atraso relativamente aos magníficos exemplos da arquitectura popular ou arquitectura tradicional portuguesa.

Recuperação do Exemplo da arquitectura tradicional ou popular de Monsanto
Monsanto é exemplo perfeito do modo como os arquitectos deverão relacionar a arquitectura com a Natureza. Nenhuma operação de alteração da topografia foi necessária, as edificações aproveitam as rochas existentes para construir parte da estrutura ou fundações, a estrutura e acabamentos é totalmente produzida a partir de materiais locais ( carvalho nas madeiras, granito nas paredes, cerâmica nas telhas, tecidos de lã de ovelha).
Existirá melhor exemplo de reciclagem ou aproveitamento de recursos naturais existentes? Não deveremos nós recuperar ou reabilitar estes exemplos. Quantos exemplos semelhantes a estes existirão a precisar de reabilitação e recuperação?
Deixo-vos então as imagens de Monsanto...
Monsanto - Arquitectos amigos da Natureza

Monsanto - Arquitectura tradicional ou arquitectura popular

Arquitectos populares amigos do ambiente em Monsanto

29/02/2012

Reabilitação de edifício - arquitectos

Reabilitação de edifício - arquitectos - Reflexão sobre o tema

A reabilitação de edifícios tem nos últimos tempo sido alvo de intensos debates sobre se custa mais ou menos que produzir um edifício de raíz.
Creio que o debate entre os arquitectos se está um pouco a desviar daquilo que é fundamental: os custos para o planeta. Nesse aspecto creio que mais importante que a reabilitação dos edifícios do centro histórico deveremos colocar a questão da reabilitação da cidade enquantro centro.
Isto porque centralizar é reduzir os custos com transportes, os movimentos pendulares e libertar solo para actividades mais amigas da natureza.
Pouco existiu tão danoso para o ambiente como o desastre do subúrbio.
O solo é consumido sobre um manto de pseudo-relação com a natureza que apenas a esgota e a reduz a uma simples caricatura de relvado verde.
Acho que os arquitectos precisam de divulgar o fundamental : centralizar é preciso.
Senão, teremos o desastre de novo...


arquitecto e o repensar o centro das cidades...

31/01/2012

Arquitectos e pavimentos sustentáveis

Arquitectos e pavimentos sustentáveis
Creio que debatemos pouco a questão dos acabamentos sustentáveis e da construção amiga do ambiente.
Com os meus colegas arquitectos colocamos na parede constantemente os acabamentos que não produzem tanto dano ao ambiente e cujo custo se mantém aceitável e funcional. Por razões diversas para os pavimentos vou destacar a cortiça, o bamboo, coco, linóleo, borracha natural e carpete reciclada.




Cortiça
Comum entre nós, a sua principal razão de ser ecológica é o facto de preservar o ciclo da árvore e o seu uso assegurar a rentabilidade económica da manutenção da própria árvore. Ao mesmo tempo é 100% reciclável.
cortiça


















Bamboo
Sem formaldeído são absolutamente recicláveis e resultam de uma planta de rápido crescimento que pertence à família da relva. Sem consumir recursos desnecessários o seu uso não contribui para a desflorestação do planeta.

bamboo

















Linóleo
O Linóleo natural é uma mistura de sementes, resinas, restos de raízes, desperdíçios de cortiça e madeira com uma resina que tudo aglutina. O seu uso recicla material e contribui para a não desflorestação do planeta. Ao mesmo tempo é completamente biodegradável.

linóleo















Borracha
Os pavimentos derivados da árvore da borracha são uma fonte completamente inesgotável de material, uma vez que a árvore se mantém e não é abatida. É preciso não confundir com a borracha sintética derivada do petróleo.

borracha natural



















Carpete reciclada
São formadas for fibras naturais e reciclam material poupando os recursos das florestas. As carpetes de polietileno são também completamente recicláveis e resultantes de produtos reciclados.
carpete reciclada de polietileno


















Coco
O pavimento de coco resulta das árvores de 85 a 60 anos que não produzem mais fruto e têm necessariamente de ser abatidas. O seu uso protege a floresta e garante-se a substituição da árvore em apenas 5 anos.

pavimento de coco





















Deste modo a todos os arquitectos peço:
Usem pavimentos sustentáveis e amigos do ambiente!

28/12/2011

As áreas dos Arquitectos

A relação dos arquitectos com as áreas
Hoje apetece-me debater a questão da dimensão.
Isso-mesmo, o tamanho.
O tamanho da casa ou edifício é factor fundamental na sustentabilidade da construção e da vida do edifício.
Na realidade, menor dimensão sugnifica maior sustentabilidade e obtemos assim um projeto de arquitetura mais sustentável.
Lanço assim o repto: "menor é maior" ou a conhecida versão inglesa "small is beautifull".
Precisamos das dimesões que temos nas nossas casas?
Precisamos dos gastos de manutenção das mesmas?
Creio que é altura de começar a olhar para exemplos de lotes urbanos de reduzida dimensão aqui ficam alguns do Japão.
Parte deste interesse resulta também do estudo que estou a fazer com os meus colegas arquitectos para uma casa de dimensão reduzida no centro do Porto.


Arquitectos akitoshi Ukai





















Arquitectos Yasuhiro Yamashita










Arquitectos Tekuto

30/11/2011

A consciencia ambiental do arquitecto

A consciência ambiental dos arquitetos
Algo que tenho falado aqui, mas que nunca é demais lembrar, é precisamente o papel dos arquitectos no establecer de uma consciência ambiental para a nossa sociedade contemporânea. No meu gabinete de arquitectos os meus colegas chamaram-me à atenção para um problema que eu tenho debatido pouco. Na realidade é com orgulho que vejos os arquitectos do gabinete a preocuparem-se com questões desta natureza. Referiram-me a necessidade de adoptar uma estratégia global de substituição das motorizações eléctricas no seio da habitação por dispositivos mecânicos accionados manualmente.
Deste modo os arquitectos podem e devem pressionar os clientes na adopção de dispositivos que utilizem a força motriz humana sem prejuízo do conforto. Isso é uma questão de responsabilidade ambiental. Os arquitectos têm assim várias áreas de abordagem:
- a adopção de sistemas do tipo "manivela" com roldanas que desmultiplicam a força aplicada tornando o movimento acessível a todos
- a utilização de cordas ou fitas
- a utilização de molas hidráulicas que reduzem o peso de portas, portões, janelas de grandes dimensões, sejam elas de abrir, correr ou guilhotina, a poucas dezenas de gramas.
- o combate sem tréguas a todos os dispositivos que consomem energia desnecessariamente.

Naquilo que me diz respeito, que é o meu trabalho, procuro todos os dias sensibilizar os clientes, promotores e público em geral para aquele que deve ser o nosso papel. Visite este link e conheça um pouco do nosso trabalho na Utopia ao nível da responsabilidade social.

arquitectos - não aos motores

















arquitectos - sim às manivelas


















arquitectos - sim às fivelas


















arquitectos - sim às molas
















P.S.: E já agora, arquitectos e amigos, aproveitem este período de Natal e comprem apenas produtos para os miúdos sem essa praga das pilhas. Sete biliões de pessoas no planeta sairão beneficiadas, ainda que muitas não o saibam....

31/10/2011

Arquitectos e Iluminação natural

Arquitectos e Iluminação natural
Vejo que muitos arquitectos têm preocupações estéticas na utilização de cores escuras no interior. Acho isso absolutamente legítimo, mas preocupa-me que não exista uma consciência dos arquitectos da importância do conceito de reflectãncia dos materiais e a importância que estes têm na utilização da luz natural e na economia energética.

Vejamos o exemplo seguinte:
- A redução da reflectância das paredes de 50% para 10% poderá diminuir em cerca de 25% a iluminação de uma sala.

Ora quando os arquitectos aplicam  materiais devem escolher os de maior reflectância sempre que possível pois isso reduz os gastos energéticos e aumenta o tempo de utilização da luz natural diariamente.
A reflectância aumenta com cores claras e reduz com cores escuras. Ao mesmo tempo podemos apliar a reflectância de ateriais escuros com vernizes de brilho podendo aplicar estes conceitos sem grande perda da iluminação.
Vejamos alguns valores: Branco 85%, Amarelo claro 80%, Laranja claro 50%, Azul claro 45%, Vermelho 20%, Verde escuro 9%, Preto 5% .
Por isso peço a todos os arquitectos que pelo menos conheçam estes conceitos mesmo que por razões estéticas os contrariem.
elo menos é o que faço no nosso atelier de arquitectos.

Vejam este exemplo de uma casa de arquitectura moderna: as paredes e tecto têm 85% e o pavimento 50% por ser algo brilhante. ( o excesso de brilho, embora sejam bom para a iluminação pode por vezes ser desconfortável.)

Arquitectos - conceito de reflectância

30/09/2011

Arquitecto - Lar de idosos e gastos de energia

Vejo que os arquitectos conhecem pouco sobre os elevadores na hora de projectar, os engenheiros também parecem preocupar-se ainda menos e os donos de obra só verdadeiramente se preocupam quando lhes chega a factura da electricidade e da manutenção!
Assim, o arquitecto tem responsabilidade social em preocupar-se com a questão, informar-se e informar a população.
De certa forma, hoje em dia é practicamente impossível desenhar um lar de idosos ou residência de idosos sem recorrer a um elevador. Ao mesmo tempo, edifícios antigos foram já concebidos com um elevador e hoje o seu redesenho seria demasiado caro. Todavia a opção por aparelhos de elevada eficiência tem de se tornar um hávito. Do mesmo modo temos de olhar para edifícios de habitação antigos, hospitais, clinicas, lares de idosos e residência de idosos e substituir os antigos equipamentos por outros de elevada eficiência energética.
Deste modo um elevador típico de tracção convencional consome aproximadamente 3000KWh por ano a transportar oito pessoas num bloco de apartamentos com 100000 arranques ano. Um elevador hidráulico consumiria 4200Kwh! Um elevador de ligação directa cosnome apenas 1800Kwh!
O elevador de ligação directa gera menores picos de carga requerendo fusíveis menores e menores despesas de ligação. Não possui casa de máquinas e resulta numa economia de espaço também superior. Ao mesmo tempo, o motor possui menor rotação ( 95rpm em vez de 1500rpm) e não são necessárias despesas em óleo de 2 litros/ano nos convencionais e 40 litros/ano nos hidráulicos.
Para o arquitecto o elevador é aquele equipamente que permitiu alcançar os céus, mas é também ele um equipamento que consome recursos do planeta e na ora de optar, optem por elevadores de tracção directa. Existem imensas marcas que não vou publicitar, mas na hora de escolher, por favor escolham a eficiência!

Exemplo de elevador sem casa das máquinas com tração directa e alta eficiência energética:
Elevador de carga aplicado em
lar de Idosos dos arquitectos Utopia













Elevador sem casa das máquinas,
tracção directa e baixo consumo.