02/06/2009

moradias ecológicas - certificação energética



Como fazer uma moradia ecológica certificada?

Muitas dúvidas têm surgido sobre a certificação energética das moradias.
Basicamente, se queremos uma moradia ecológica no que aos gastos de energia diz respeito, já temos maneira de saber ou confirmar.
Quem pode fazer isso
A Utopia e os seus arquitectos e engenheiros já desenvolvem serviços de peritagem para classificar a eficiência energética das casas ou edifícios.
Poderá solicitá-lo nestas situações:
Se o projecto de arquitectura está aprovado, necessita então do projecto térmico, bem como da respectiva Declaração de Conformidade Regulamentar, que será emitida pela ADENE, para poder concluir a instrução do processo na Câmara Municipal e levantar a licença de construção / ampliação / remodelação.
Se a sua obra está a terminar, necessita também do Certificado de Desempenho Energético e da Qualidade do Ar Interior, que será emitido pela ADENE, para poder levantar a respectiva licença de utilização do seu imóvel.
Se pretende vender ou alugar o seu imóvel, a partir de 2009 é obrigatório ter o Certificado de Desempenho Energético e da Qualidade do Ar Interior, emitido pela ADENE, para
Se o Certificado de Desempenho Energético e da Qualidade do Ar Interior, do seu imóvel, se encontrar fora de validade.

27/04/2009

Arquitectura sustentável e os projectos de especialidades


A arquitectura sustentável está também directamente ligada com os projectos de especialidades e a forma em como estes são conduzidos.
Começemos pela água.Sabemos que os projectos de drenagem de águas pluviais nem sempre reaproveitam as águas das chuvas ou sequer introduzem circuitos de abastecimento de água limpa e utilizada.
Isto reduz bastante as possibilidades dos futuros ocupantes pouparem recursos.
No fundo, o primeiro caso apenas implica criar um depósito alternativo para água da chuva e no segundo a criação de um circuito que nos reconduza a água utilizada nos lavatórios para os autoclismos das sanitas ou inclusivamente para as lavagens e regas exteriores.
No fundo a arquitectura sustentável é um desafio que todos devemos abarcar. A resposta para esta arquitectura não está só nos arquitectos, mas também nos engenheiros e na engenharia sustentável. Isso implica projectos de especialidades adaptados às reais necessidades e não meras cópias a papel químico de soluções obsoletas.
Na Utopia temos feito um esforço para que isto se torne um hábito e não uma excepção.
Arquitectos e Engenheiros podem assim criar um futuro construído bem mais verde...

05/04/2009

Arquitecto e projecto de arquitectura sustentável



Temos debatido bastante sobre o arquitecto e o seu papel na divulgação de preocupações ambientais através dos projectos de arquitectura bem desenhados e amigos do ambiente.

Um aspecto que temos falado pouco é a produção de alimentos e a possibilidade de esta ser feita na própria casa, ou no jardim.

Assim a arquitectura deve reagir e prever espaços produtivos e que funcionem como alternativas ao comum "relvado" de elevado gasto energético e de recursos de água.

Assim a arquitectura da casa ou os projectos de casas devem incorporar a maior área possível de terra permeável e reservar uma parte para a produção doméstica.

Não quer dizer que esta seja utilizada para este fim, mas pelo menos existe a possibilidade de o ser.

A arquitectura sustentável e o ambiente ficarão certamente a ganhar.

21/03/2009

Papel do arquitecto nos projectos de casas bioclimáticas ou sustentáveis

O papel do arquitecto na arquitectura bioclimática ou arquitectura sustentável define-se a dois níveis:
1 - No desenvolvimento de projectos de arquitectura que permitem um alto grau de eficiência energética e uma construção mais amiga do ambiente
2 - No aconselhamento sobre a utilização dos espaços ou equipamentos propostos.

Para compreendermos estes dois conceitos melhor vejamos o exemplo desta
Cozinha de alta eficiência energética desenvolvida por um arquitecto da Utopia




Por um lado é função do arquitecto desenhar um projecto de arquitectura onde o frigorífico se afaste das zonas de maior produção de calor como são as máquinas de lavar loiça e roupa, forno ou micro-ondas. O frigorífico não gasta assim tanta energia. É também função do arquitecto aproximar o lava loiças da maquina de lavar-loiça e do depósito de lixos, permitindo que a água não esteja tanto tempo a correr quando se limpa a loiça e se a coloca na máquina de lavar. É também função do arquitecto colocar a iluminação de modo a permitir que esta não esteja atrás de quem utiliza a banca, pois dá sombra e obriga a maiores gastos para obtermos a mesma iluminação.

Por outro lado o papel do arquitecto com preocupações ambientais deve também centrar-se na informação sobre a utilização dos equipamentos. Deve sensibilizar o utilizador ou utilizadora sobre o quanto poupa se utilizar panelas de pressão ou desligar o forno ou a placa 10 minutos antes do final da cozedura pois aproveita a inércia térmica dos equipamentos e consegue poupar 1/4 da energia gasta. Ao mesmo tempo deve salientar a importância da utilização da máquina de lavar na poupança da água. Questões como a utilização do exaustor devem ser salientadas como momentos a evitar se poderem ser substituídas por uma simples abertura da janela.

Se todos adoptarmos esta atitude a arquitectura sustentável ou as casas bioclimáticas de enorme eficiência energética deixarão de ser um palavrão para passar a ser um comportamento comum de todos os dias.

08/03/2009

RCCTE, a eficiência energética dos edifícios e da arquitectura




A obrigatoriedade da certificação energética dos edifícios passará a ser norma para efectuar qualquer compra ou venda a partir de 2010.


Tal significa uma maior consciencialização por parte do vendedor e do comprador das verdadeiras condições que o edifício, casa ou apartamento apresenta. Deste modo, este é um importante passo para que se possam tomar as medidas necessárias no sentido de adaptar os edifícios ou casas a um futuro mais sustentável.


Segundo a Utopia, as auditorias a casas e edifícios públicos são um importante contributo para o desenvolvimento de eficientes projectos de arquitectura e recuperação de edifícios.


Existem várias instituições e particulares a solicitarem peritos ou peritagens à Utopia de modo a procederem a melhorias no desempenho energético.


A arquitectura sustentável está assim mais protegida e esperemos que as entidades fiscalizadoras cumpram o seu papel.

14/02/2009

A arquitectura e os projectos de protecção das árvores na cidade


Jardim da Cordoaria, Porto

Jardim de S. Lázaro, Porto

Finalmente uma boa notícia para os arquitectos que defendem uma maior integração da Natureza e da Arquitectura:
Segundo o portal do cidadão:
"A Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) pode classificar como de interesse público as árvores que pelo seu porte, estrutura, idade, raridade ou que por motivos históricos ou culturais se distingam de outros exemplares. Podem ser classificadas árvores isoladas, maciços, bosquetes e alamedas. A classificação “de interesse público” atribui ao arvoredo um estatuto de protecção idêntico ao do património edificado classificado. As árvores classificadas de interesse público beneficiam de uma zona de protecção de 50 metros em redor da sua base, sendo condicionada a parecer da DGRF qualquer intervenção nesta área que implique alteração do solo. Qualquer intervenção nas árvores em si, carece de igual modo de prévia autorização daquela entidade.
As árvores classificadas de interesse público constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico.

Qualquer cidadão pode requerer!
O pedido pode ser apresentado ou remetido por correio para a Direcção-Geral dos Recursos Florestais.
Posso requerer em qualquer altura!
Para requerer só é preciso identificar a localização da árvore isolada ou do arvoredo, preferencialmente em carta militar ou planta de escala adequada. Se possível, juntar fotografia do exemplar ou do arvoredo e, quando aplicável e for do conhecimento do requerente, identificar o respectivo proprietário.
Não há custos associados.
Em 30 dias é obrigatória resposta.

Os efeitos já se começam a sentir e há no Porto já bastantes árvores classificadas através do em Diário da República (II série, n.º 6, 10/I/2005).
Árvores no Jardim de S. Lázaro, Avenida de Montevideu, Campo Alegre, Cordoaria, Virtudes, etc, já foram classificadas.
Na Utopia já começamos a trabalhar.
Por isso, arquitectos, urbanistas, arquitectos paisagistas, biólogos, amantes da natureza e da arquitectura sustentável, vamos a isso. Cada arquitecto ou particular pode ajudar a defender a natureza e a arquitectura das nossas cidades!

31/01/2009

Arquitectura com Revestimento Ecológico

Há muitos tipos de revestimentos que podem ser ecológicos.
Utilizar a própria Natureza na criação da fachada é um dos caminhos possíveis para uma Arquitectura Verde e hoje existem alguns exemplos de arquitectos que optaram por esta via de uma arquitectura ecológica.


Exemplo de Arquitectura tradicional com posterior revestimento em heras, Paris



Quai Branly Museum, Jean Nouvel



Fachada verde do Maccaroni Club, Giovanni D'Ambrosio.


School of Art, Design and Media e a sua cobertura vegetal

Em Madrid, Espanha um Muro Vegetal de Patrick Blanc