28/04/2011

Sustentabilidade energética do projecto de arquitectura



"Acabem por favor com a praga do stand-by. Uma simples régua com interruptor sem lampada resolve o assunto"






"Um quadro electrico bem usado tem a eficiência da domótica"




Nunca é demais referir a importância da eficiência ou sustentabilidade energética nos dias de hoje. Muitos pensarão que o arquitecto só terá um papel no momento de desenhar um projecto de arquitectura. É um facto que essa é a sua tarefa mais importante, mas não é a única e por isso não me canso de referir todas as informações e ajudas que um arquitecto pode fornecer e que dizem respeito à forma como utilizamos os edifícios.

Nesse sentido muitas coisas poderemos fazer para melhorar o desempenho energético de um edifício e que não obrigam a obras de construção ou projectos de arquitectura! No que diz respeito ao consumo electrico temos aqui alguns que são menos falados:




1. Abolir os equipamentos stand-by que não tenham interruptor de corte de corrente e substituí-los por réguas com este interruptor.

2. Não utilizar elevadores para descer escadas e não subir com os mesmos a menos de dois pisos.

3. Não acender as luzes se a actividade não o obrigar

4. Adequar os horários laborais ao período de maior luminosidade

5. Utilizar o quadro geral para corte de corrente por sectores. Podemos dizer que tem o potencial da dómótica pois permite desligar sectores sempre que não possuem interruptores.

6. Chatear toda a gente que conhecemos para poupar recursos energéticos, e este é sem dúvida o que considero mais importante



P.S.:Quanto ao ponto 6 é o que mais faço, seja no gabinete de arquitectos a cada arquitecto e cliente, seja a todos os nossos amigos e familiares...E acreditem...é eficaz.

28/03/2011

Reabilitação de edifícios antigos



Arquitectos da Utopia no projecto de arquitectura de reabilitação de Edifício Antigo

A Reabilitação de edifícios antigos deverá ser encarada pelos arquitectos como algo que merece enorme cuidado e cuja investigação ainda abre imensas possibilidades de abordagem. Tenho referido aqui que é frequente encontrarmos más reabilitações em parte devido a alguma deficiente formação quer da parte dos arquitectos quer da parte dos engenheiros.

A reabilitação exige soluções caso a caso e não podem de forma alguma repetir os aspectos da construção tradicional.Por um lado, não podemos retirar das fachadas os azulejos ou cantarias tradicionais, mas por outro, também não podemos deixar de melhorar as características térmicas dos edifícios. É aí que têm que entrar as soluções não convencionais mas que com o tempo se tornarão habituais.

Perante este problema comum do isolamento térmico na reabilitação, no nosso gabinete de arquitectura e engenharia temos optado por colocar o isolamento térmico no interior através de uma caixa de ar com isolamento e uma parede de gesso cartonado hidrófugo. Isto resolve-nos as questões térmicas e eventuais ressoados na caixa de ar.

Todavia, e apesar destes bons exemplos, tenho assistido a reabilitações de edifícios que ou não colocam isolamento térmico ou simplesmente o colocam pelo exterior. O panorama tem de mudar e cada arquitecto e engenheiro é responsável por alertar a população para as vantagens económicas e ecológicas da reabilitação de edifícios antigos de acordo com as melhores prácticas.

27/02/2011

A reabilitação de edifícios - Custos de construção e exemplos


Estrutura da cobertura em asna de madeira antiga e em optimo estado que está pronta a ser recuperada ou reabilitada! Seria um desperdício substituir por estrutura de betão!

Reabilitação de edifícios
A reabilitação de edifícios é algo que nunca deixa de ser importante debater por todos os arquitectos com preocupações ambientais.
Assim, creio que devemos pensar nas estratégias que temos utilizado para reabilitar edifícios em Portugal, sobretudo em Lisboa e Porto e reflectir sobre os sus custos e eficácia.

Reabilitação de edifícios enquanto exemplos de eficácia e com baixos custos de construção
Para um arquitecto sensível a questões de custo e ambientais, reabilitar um edifício é uma oportunidade para poupar o planeta. No entanto os exemplos que vemosa serem reabilitados, e que normalmente consistem em estruturas antigas de alvenaria de granito e sobrados e coberturas de madeira são regra geral substituídos por estruturas de betão armado. Isto tem acontecido por todo o País e não é uma boa solução quer ambientalmente quer economicamente. Por isso, creio que os arquitectos devem de um modo geral reflectir sobre a práctica deste tipo de reabilitação. No gabinete de arquitectos onde trabalho nenhum edifício tem sido reabilitado com estruturas de betão sem que previamente se esgotem as possibilidades de recuperação das madeiras e alvenarias, representando esta solução uma poupança superior a 40% para o cliente e superior a 50% em emissões de CO2. Por isso acredito e defendo a reabilitação de edifícios com máxima reutilização das estruturas existentes. Os custos de construção e o ambiente serão certamente beneficiados!

Visita a pagina seguinte e conheça um pouco do trabalho da Utopia no âmbito da reabilitação.
Reabilitação

31/01/2011

Reabilitação da luz natural nos edifícios

Os espelhos da fachada reflectem a luz em profundidade no tecto.
Aqui o arquitecto coloca espelhos no tecto e o pavimento reflectante para aumentar a profundidade da luz natural reabilitando a luz!
A fachada com as lâminas reflectantes.
O exemplo do átrio do Genzime com um lanternim e espelhos no interior para distribuir a luz.

Secção do Centro Genzyme. No fundo a estratégia de reabilitação da luz é clara!
Já desde muito tempo que pretendo falar sobre a luz natural e o seu emprego pelo arquitecto, mas não tenho tido muito tempo.
Na realidade precisamos de reabilitar a luz natural e criticar severamente a utilização dos sistemas de iluminação artificial que a indústria tanto apregoa.
Por isso digo:
Como arquitectos temos de fazer a Reabilitação da luz natural dos edifícios nos novos projectos e na recuperação de edifícios.
Por isso mesmo, trago aqui exemplos que só o limite da imaginação poderá condicionar.
Ambos utilizam um conceito muito simples: com espelhos poderemos introduzir luz natural em profundidades que antes não conseguiamos. O arquitecto poderá utilizar estes esquemas em associação com tubos ou lanternins que permitem poupar uma significativa quantidade de energia e dotar os edifícios de maior profundidade, algo que incrementaria o desempenho energético dos mesmos.
Vejam em cima duas utilizações desta estratégia, as primeiras duas imagens são dos escritórios Bartenbach na Austria, e as restantes imagens são do Centro Genzyme em Cambridge.
Cada arquitecto não tem mais desculpas para utilizar os focos da moda apenas por razões estáticas.
Os arquitectos juntos poderão reabilitar a luz natural!

30/12/2010

Arquitectura Reciclada

Existem arquitectos que lutam por uma arquitectura verde e que ainda são capazes de nos mobilizar!
A arquitectura também pode ser reciclada!
Senão vejamos estas imagens de uma conferência a que assisti recentemente.




Os arquitectos da Utopia mostraram o Anfitiatro de arles na Idade Média e na actualidade com o projecto de recuperação e sua reciclagem em praça de touros.




O arquitecto Ricardo cruz mostrou também a cidade de Split enquanto palácio que foi reciclado em cidade.
Creio que de vez em quando é também importante que os arquitectos olhem o passado e aprendam com ele no sentido de criar uma arquitectura e cidade mais sustentáveis.
No mês passado tive a oportunidade de assistir a uma conferência promovida pelo espaço de arquitectura na Exponor, na cidade do Porto, na qual a Utopia - Arquitectos participou através do arquitecto Ricardo Cruz. Para além do interesse geral que os outros debates tiveram, este despertou-me especial interesse pois o tema da conferência do arquitecto era precisamente a reciclagem urbana.
Do ponto de vista do arquitecto a reciclagem é um processo comum na História da arquitectura, e apenas temos de aprender com ela. Mostrou a cidade de Split, o anfiteatro de Arles e outros exelentes exemplos! A forma e o material reciclam-se e surgem novas funções: Um anfiteatro pode ser cidade, praça de touros, etc...Um palácio pode ser uma cidade. Uma basílica pode ser uma igreja.. Algumas imagens da conferência ou mesmo o conteúdo desta podem ser solicitados neste endereço : Arquitectos da Utopia. É bom verificar que os mesmos princípios que se aplicam a uma embalagem podem ser aplicados a um edifício e que existem arquitectos a publicar trabalhos sobre isso.

Um bom ano para todos e que 2011 nos traga ainda mais arquitectos e arquitecturas recicladas!

30/11/2010

Arquitecto e poluição luminosa


O arquitecto deve denunciar e combater a poluição luminosa através de projectos de arquitectura e urbanismo mais sustentáveis!
A poluição luminosa é o resultado do desperdício de luz nocturna.
À noite, nos espaços iluminados, as estrelas não são perceptíveis.
Isso resulta da iluminação artificial, utilizada frequentemente de forma incorrecta e que gera uma nova forma de poluição: a poluição luminosa.
Em fortemente iluminados o céu fica coberto por uma enorme bola luminosa, que nos impede de ver nitidamente as estrelas.
Alguns animais vêm mesmo alterado o seu hatitat como consequência deste processo.
Cabe a cada arquitecto defender uma iluminação mais racional e a redução deste processo nefasto.
Pois na realidade, por detrás desses holofotes desnecessários, existe todo um universo para descobrir...

25/10/2010

Arquitecto e poupança energética




Acho que podemos falar ainda mais sobre soluções de poupança de energia. O arquitecto tem a função não só de desenvolver espaços de arquitectura sustentável moderna e inovadora mas também de aconselhar sobre a melhoria do desempenho de edificios e construções existentes. Como arquitecta verifico que as pessoas ainda desconhecem ferramentas simples como os temporizadores que permitem uma enorme poupança nos gastos de energia e são de baixo custo.
Assim podemos agendar o aquecimento para determinadas horas em que vamos utilizar, a lavagem de roupa e de loiça para o período nocturno, a iluminação nocturna desligar-se ao fim de determinados minutos, o termoacumulador ( cilindro) não trabalhar durante as horas em que não necessitamos de água quente, etc...
No fundo, os arquitectos em geral e cada arquitecto em particular tem a obrigação de divulgar estes aparelhos milagrosos que muito podem fazer pela arquitectura sustentável e pelo nosso ambiente. Ficam aqui os exemplos, mas é bom que todos saibam que existem muitas marcas e que todas elas têm pequenas vantagens e desvantagems. Mas haverá algo melhor para a arquitectura sustentável e para o ambiente que poder reduzir a nossa factura de electricidade em cerca de 30% ?