terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

O arquitecto, o Lar de idosos e o Infantario


Lar de idosos dos arquitectos da utopia

Infantário dos arquitectos da utopia

Creio que é importante começarmos a discutir, não só questões técnicas ligadas à arquitectura sustentável, mas também questões ao nivel de programa, isto é, ao destino ou função a que damos os edifícios.
Desde muito que tenho lutado por novos programas sociais que possam rentabilizar recursos humanos e criar uma sociedade mais coesa e amiga do ambiente. Nesse sentido vou falar-vos de algo pelo qual tenho lutado junto das entidades sociais e promotores: a criação de programas conjuntos de lar de idosose infantário. Os idosos requerem recursos humanos como animadores sociais ou psicólogos devido à sua baixa actividade social. Se encararmos os benefícios que recreios comuns entre crianças e idosos poderiam criar veremos que um programa deste tipo poderia sem dúvida rentabilizar recursos e gerar lares de idosos com uma população mais activa fisicamente e psicologicamente, ao mesmo tempo que potenciava o desenvolvimento das crianças sustentado pela memória do passado.
Tal obviamente não significaria qu partes do lar de idosos e do infantário não tivessem um funcionamento completamente autónomo.
Continuo a lutar por esta ideia pois acredito que é possível encontrar um pormotor disponível para fundir o infantário e o lar de idosos num edifício inovador e criativo.

segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

O arquitecto e o eco hotel ou eco-turismo


Eco-hotel desenvolvido pelos arquitectos da Utopia

Tenho recebido alguns mails na utopia com dúvidas relativamente ao programa de um eco hotel e às necessidades que este deve acomodar.
Deste modo, aqui vão alguns esclarecimentos sobre como os arquitectos devem abordar a questão.
DEFINIÇÃO
Eco hotel é um termo usado para descrever um hotel ou alojamento desenhado por um arquitecto que fez importantes melhorias ambientais na sua construção e funcionamento de modo a minimizar o impacto no ambiente. A definição básica é assim a de um hotel que serve as boas práticas ecológicas. Tem obviamente que ser certificado por uma entidade independente de eco-turismo. No caso de Portugal, temos que nos reger pelo rótulo europeu.
Tradicionalmente estes hotéis são construídos segundo os métodos de construção tradicionais aplicados por mão-de-obra e matéria prima local mas com um projecto de arquitectura e especialidades desenvolvido por um arquitecto e engenheiro com fortes preocupações ambientais. No entanto, ultimamente o eco-turismo está a estender-se até às cidades com os hotéis a adoptarem melhores práticas ambientais, podendo um arquitecto desenhar estes hotéis mesmo em ambientes urbanos.
CRITÉRIOS PARA UM ECO HOTEL OU ECO TURISMO
No entanto um eco hotel de um arquitecto deve seguir os seguintes critérios:
-dependência em relação ao ambiente rural
-sustentabilidade ecológica
-comprovada contribuição para a conservação da natureza
-fornecer actividades que promovam a natureza
-apoiar actividades culturais amigas do ambiente
-retorno económico para comunidades apoiadas na natureza
CARACTERÍSTICAS DO ECO HOTEL
- não usar detergentes mas sim desengordurantes naturais de fabrico próprio
- têxteis de 100 %algodão
- não fumadores
-fontes de energia renováveis
-produtos em unidades comuns para redução do desperdício
-iluminação eficiente
-utilização de energias renováveis para auto suficiência
-veículos de transporte verde próprios
-ventilação natural
-eficiência energética a+
-reciclagem de águas dos banhos
-construção sustentável
-certificação da eco-label do projecto de arquitectura e do funcionamento do hotel cumprindo as indicações da Unesco para o eco turismo.

Espero que assim mais arquitectos e clientes particulares se interessem pela arquitectura do eco turismo em geral e dos eco hotéis em particular.

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

O arquitecto e o conforto térmico


Casa ecológica dos arquitectos da Utopia em que foi incorporado o conceito de conforto térmico.

Muitos arquitectos são pouco receptivos à questão da arquitectura sustentável. Alguns arquitectos são ainda menos atentos ao que ao conforto térmico diz respeito. Convém desfazer mitos da arquitectura e falar de modo simples e claro sobre este conceito.
O conforto térmico pode ser definido como a sensação de bem-estar respeitante à temperatura. Essa sensação depende do equilíbrio entre o calor produzido de modo sustentável pela construção e aquele que é apresentado pelo nosso corpo. O do nosso corpo varia com a actividade corporal.
Isto significa que a temperatura não necessita de ser igual em todos os espaços, podendo existir ligeiras variações entre as zonas de menor actividade física e as zonas de maior intensidade onde a temperatura deverá ser ligeiramente mais baixa. Obviamente deve existir um cuidado adicional na produção de calor para zonas como as salas e quartos, podendo existir uma ligeira redução nos corredores e cozinha.
Este conceito não significa que existem zonas frias na casa. O que significa é que a produção de calor pode ser intensificada nas zonas de estar dada a temperatura corporal ser aqui baixa. Ao mesmo tempo poupa-se uma energia considerável e graças ao arquitecto dá-se mais um pequeno passo na longa caminhada por uma arquitectura sustentável.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Arquitectos sustentáveis em projecto de execução.


Exemplo de aplicação do conceito de luz localizada por arquitectos

O projecto de execução é uma fase fundamental para realizar uma construção verde. Sem ele não existem técnicas de construção, materiais e, no fundo, uma arquitectura amiga do ambiente.
O material mais sustentável da caixilharia é a madeira branda para um edifício de curta duração. Todavia se a duração da casa for de mais de três décadas, a caixilharia metálica com corte térmico já se afigura como melhor opção para uma arquitectura bioclimática.
Na cobertura, soluções de ajardinamento permitem não só um maior equilíbrio térmico como uma maior duração dos materiais, uma vez que se encontram protegidos.
Ao detalhar as instalações mecânicas é fundamental especificar componentes com desempenho energético de classe superior.
As instalações sanitárias deverão ser escolhidas em função do seu baixo consumo de água. e se possível com circuito autónomo de águas recicladas.
Os sistemas de ventilação deverão possuir componentes para recuperação do calor perdido. Estes dispositivos permitem recuperar cerca de 70% da energia desperdiçada numa ventilação simples para o exterior.
Os interruptores passivos accionados por infra-vermelhos têm um custo cada vez mais reduzido e o seu investimento compensa sobretudo nas zonas de atravessamento da casa, hotel ou edifício de escritórios.
Os ambientes extremamente iluminados devem ser preteridos por uma luz localizada onde é verdadeiramente necessária. Os arquitectos são essenciais na aplicação deste conceito.
Os materiais de revestimento deverão ser escolhidos também com base em critérios de proximidade, uma vez que o seu custo ambiental é normalmente superior no que ao transporte diz respeito do que em produção.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

O Arquitecto e a piscina ecológica


As piscinas naturais são uma aposta dos arquitectos da utopia enquanto exemplos de arquitectura sustentável

As piscinas naturais ou piscinas ecológicas são fundamentais para os arquitectos preocupados com o ambiente e com a exposição a produtos químicos.
O funcionamento de uma piscina ecológica baseia-se na capacidade de filtragem de plantas e filtros de areia. Estas piscinas que lemabram os lagos rodeados de plantas que antigamente se utilizavam para banhos nas épocas mais quentes do ano.
Hoje são os arquitectos ecológicos que apostam numa forma de vida mais natural e que apostam neste tipo de estruturas. Em Portugal existe um número muito pequeno de piscinas naturais em comparação com outros países europeus. No entanto, os arquitectos têm vindo a mudar de opinião.
Existem muitos tipos de piscinas ecológicas, todas elas baseiando-se princípio de que são as plantas aquáticas a acelerar o crescimento de microorganismos benéficos que destroiem as bactérias e mantêm a piscina natural limpa cumprindo os mais rígidos critérios de qualidade da água.
Assim, a luz solar aquece a água na zona chamada “Regeneração” e essa água a uma temperatura mais elevada filtra-se gradualmente na zona de utilização. Todo o processo baseia-se nos princípios de regeneração que a água possui num curso natural, onde podemos encontrar quedas de água e plantas ribeirinhas filtrantes.

Na Utopia, cada arquitecto tem defendido estas plantas e este sitema como um modo de defender a arquitectura sustentável e o ambiente. Por favor divulgue estes exemplos. A arquitectura sustentável não é uma questão só acessível aos arquitectos. Ajude-nos a ajudar.

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Arquitecto e o Ante-projecto de arquitectura


Energia eólica de microgeração para casa ecológica localizada por arquitecto

O arquitecto na defesa de uma arquitectura sustentável tem na fase de ante-projecto muito que desenvolver para que a casa seja de facto um projecto de arquitectura ecológica e amiga do ambiente.

1 planta geral de arquitectura e arranjos exteriores
-Considerar a orientação dos edifícios na relação com a exposição solar
-Dimensionar criteriosamente os pavimentos exteriores para reduzir as áreas impermeáveis.
-Aproveitar a topografia e movimentar pouco a terra.

2 Plantas e cortes do projecto de arquitectura
- Criar vestibulos que sirvam de corta-vento para proteger a temperatura interior.
- Posicionar todas as divisões com luz
- Criar ventilação transversal em planta e em corte para reduzir a necessidade de ventilação artificial.

3 Alçados
- Controlar os envidraçados a sul e a norte de modo equilibrado
- Ter em atenção o encandeamento e o sobreaquecimento dos vizinhos ou de alguns espaços exteriores junto aos envidraçados

4 Materiais
- Usar a inercia térmica da parede para amortecer as flutuações de temperatura exteriores e reduzir gastos.
- Considerar a reciclagem de materiais, o impacte ambiental da sua produção, e a emissão de co2 necessária para a sua aplicação.

5 Calculo termico
- Incluir a produção combinada de calor e electricidade
- Perceber os fluxos de calor no projecto de acordo com os sistemas passivos e equipamentos utilizados.

6 Custos
- Estimar os custos ambientais iniciais e durante a vida do edifício
- Estimar as intervenções futuras, a sua natureza e os gastos no tempo



7 Inovação
- Incorporar propostas inovadoras para o abastecimento de água, reutilização de resíduos, reutilização de águas residuais, etc...
- Incorporar equipamentos amigos do ambiente ou produtores de energia.

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Arquitectos



Casa ecológica dos arquitectos da Utopia

Vamos iniciar uma fase de discussão sobre o trabalho dos arquitectos e as preocupações que os arquitectos deverão ter na fase de estudo prévio, projecto base, ante-projecto, projecto de execução e acompanhamento de obra:

Os arquitectos e o estudo prévio:

O arquitecto a Planear o Local

- O arquitecto deve proteger e aproveitar as características do local: vegetação, paisagem, topografia, água, exposição solar, sombreamento, percentagem das zonas impermeáveis, cursos de drenagem das águas, escoamento do vento

-Os arquitectos de verão ver a orientação das construções tendo em conta as funções dos edifícios e os efeitos no consumo de energia

O arquitecto e os desenhos ( cortes e plantas )

- Os arquitectos deverão verificar a altura e largura dos volumes para optimizar a iluminação natural, permitir a ventilação natural passiva por efeito de chaminé e reduzir as perdas térmicas. Saber que pés-direitos podem ser aumentados e onde se coloca a iluminação zenital de modo aumentar a temperatura de inverno e diminuir de verão.

Alçados

-O arquitecto analisa a proporção dos vãos ou janelas da casa de modo a evitar o sobreaquecimento nas fachadas a oeste, este e sul e encontrar modo de as proteger por meios passivos ( sem gastos de energia) através da utilização de sombreamentos exteriores.

Materiais

- Os arquitectos deverão analisar os diferentes impactes ambientais dos materiais da estrutura e revestimento considerando as questões mais importantes: são ou não recicláveis, o seu fabrico implica muitos ou poucos gastos de energia, a sua aplicação é ou não sustentável energéticamente, libertam ou não durante a sua vida resíduos que podem danificar o ambiente exterior