Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Reabilitação de edifício - arquitectos

Reabilitação de edifício - arquitectos - Reflexão sobre o tema

A reabilitação de edifícios tem nos últimos tempo sido alvo de intensos debates sobre se custa mais ou menos que produzir um edifício de raíz.
Creio que o debate entre os arquitectos se está um pouco a desviar daquilo que é fundamental: os custos para o planeta. Nesse aspecto creio que mais importante que a reabilitação dos edifícios do centro histórico deveremos colocar a questão da reabilitação da cidade enquantro centro.
Isto porque centralizar é reduzir os custos com transportes, os movimentos pendulares e libertar solo para actividades mais amigas da natureza.
Pouco existiu tão danoso para o ambiente como o desastre do subúrbio.
O solo é consumido sobre um manto de pseudo-relação com a natureza que apenas a esgota e a reduz a uma simples caricatura de relvado verde.
Acho que os arquitectos precisam de divulgar o fundamental : centralizar é preciso.
Senão, teremos o desastre de novo...

arquitecto e o repensar o centro das cidades...

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Arquitectos e pavimentos sustentáveis

Arquitectos e pavimentos sustentáveis
Creio que debatemos pouco a questão dos acabamentos sustentáveis.
Com os meus colegas arquitectos colocamos na parede constantemente os acabamentos que não produzem tanto dano ao ambiente e cujo custo se mantém aceitável e funcional. Por razões diversas para os pavimentos vou destacar a cortiça, o bamboo, coco, linóleo, borracha natural e carpete reciclada.




Cortiça
Comum entre nós, a sua principal razão de ser ecológica é o facto de preservar o ciclo da árvore e o seu uso assegurar a rentabilidade económica da manutenção da própria árvore. Ao mesmo tempo é 100% reciclável.
cortiça


















Bamboo
Sem formaldeído são absolutamente recicláveis e resultam de uma planta de rápido crescimento que pertence à família da relva. Sem consumir recursos desnecessários o seu uso não contribui para a desflorestação do planeta.

bamboo

















Linóleo
O Linóleo natural é uma mistura de sementes, resinas, restos de raízes, desperdíçios de cortiça e madeira com uma resina que tudo aglutina. O seu uso recicla material e contribui para a não desflorestação do planeta. Ao mesmo tempo é completamente biodegradável.

linóleo















Borracha
Os pavimentos derivados da árvore da borracha são uma fonte completamente inesgotável de material, uma vez que a árvore se mantém e não é abatida. É preciso não confundir com a borracha sintética derivada do petróleo.

borracha natural



















Carpete reciclada
São formadas for fibras naturais e reciclam material poupando os recursos das florestas. As carpetes de polietileno são também completamente recicláveis e resultantes de produtos reciclados.
carpete reciclada de polietileno


















Coco
O pavimento de coco resulta das árvores de 85 a 60 anos que não produzem mais fruto e têm necessariamente de ser abatidas. O seu uso protege a floresta e garante-se a substituição da árvore em apenas 5 anos.

pavimento de coco





















Deste modo a todos os arquitectos peço:
Usem pavimentos sustentáveis e amigos do ambiente!

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Arquitectos

Arquitectos
Hoje apetece-me debater a questão da dimensão.
Isso-mesmo, o tamanho.
O tamanho da casa ou edifício é factor fundamental na sustentabilidade da construção e da vida do edifício.
Menor dimensão maior sustentabilidade.
Lanço assim o repto: "menor é maior" ou a conhecida versão inglesa "small is beautifull".
Precisamos das dimesões que temos nas nossas casas?
Precisamos dos gastos de manutenção das mesmas?
Creio que é altura de começar a olhar para exemplos de lotes urbanos de reduzida dimensão aqui ficam alguns do Japão.
Parte deste interesse resulta também do estudo que estou a fazer com os meus colegas arquitectos para uma casa de dimensão reduzida no centro do Porto.

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Arquitectos

Arquitectos
Algo que tenho falado aqui, mas que nunca é demais lembrar, é precisamente o papel dos arquitectos no establecer de uma consciência ambiental para a nossa sociedade contemporânea. No meu gabinete de arquitectos os meus colegas chamaram-me à atenção para um problema que eu tenho debatido pouco. Na realidade é com orgulho que vejos os arquitectos do gabinete a preocuparem-se com questões desta natureza. Referiram-me a necessidade de adoptar uma estratégia global de substituição das motorizações eléctricas no seio da habitação por dispositivos mecânicos accionados manualmente.
Deste modo os arquitectos podem e devem pressionar os clientes na adopção de dispositivos que utilizem a força motriz humana sem prejuízo do conforto. Os arquitectos têm assim várias áreas de abordagem:
- a adopção de sistemas do tipo "manivela" com roldanas que desmultiplicam a força aplicada tornando o movimento acessível a todos
- a utilização de cordas ou fitas
- a utilização de molas hidráulicas que reduzem o peso de portas, portões, janelas de grandes dimensões, sejam elas de abrir, correr ou guilhotina, a poucas dezenas de gramas.
- o combate sem tréguas a todos os dispositivos que consomem energia desnecessariamente.


arquitectos - não aos motores

















arquitectos - sim às manivelas


















arquitectos - sim às fivelas


















arquitectos - sim às molas
















P.S.: E já agora, arquitectos e amigos, aproveitem este período de Natal e comprem apenas produtos para os miúdos sem essa praga das pilhas. Sete biliões de pessoas no planeta sairão beneficiadas, ainda que muitas não o saibam....

Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Arquitectos e Iluminação natural

Arquitectos e Iluminação natural
Vejo que muitos arquitectos têm preocupações estéticas na utilização de cores escuras no interior. Acho isso absolutamente legítimo, mas preocupa-me que não exista uma consciência dos arquitectos da importância do conceito de reflectãncia dos materiais e a importância que estes têm na utilização da luz natural e na economia energética.

Vejamos o exemplo seguinte:
- A redução da reflectância das paredes de 50% para 10% poderá diminuir em cerca de 25% a iluminação de uma sala.

Ora quando os arquitectos aplicam  materiais devem escolher os de maior reflectância sempre que possível pois isso reduz os gastos energéticos e aumenta o tempo de utilização da luz natural diariamente.
A reflectância aumenta com cores claras e reduz com cores escuras. Ao mesmo tempo podemos apliar a reflectância de ateriais escuros com vernizes de brilho podendo aplicar estes conceitos sem grande perda da iluminação.
Vejamos alguns valores: Branco 85%, Amarelo claro 80%, Laranja claro 50%, Azul claro 45%, Vermelho 20%, Verde escuro 9%, Preto 5% .
Por isso peço a todos os arquitectos que pelo menos conheçam estes conceitos mesmo que por razões estéticas os contrariem.
elo menos é o que faço no nosso atelier de arquitectos.

Vejam este exemplo de uma casa de arquitectura moderna: as paredes e tecto têm 85% e o pavimento 50% por ser algo brilhante. ( o excesso de brilho, embora sejam bom para a iluminação pode por vezes ser desconfortável.)

Arquitectos - conceito de reflectância

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Arquitecto - Lar de idosos e gastos de energia

Vejo que os arquitectos conhecem pouco sobre os elevadores na hora de projectar, os engenheiros também parecem preocupar-se ainda menos e os donos de obra só verdadeiramente se preocupam quando lhes chega a factura da electricidade e da manutenção!
Assim, o arquitecto tem responsabilidade em preocupar-se com a questão, informar-se e informar a população.
De certa forma, hoje em dia é practicamente impossível desenhar um lar de idosos ou residência de idosos sem recorrer a um elevador. Ao mesmo tempo, edifícios antigos foram já concebidos com um elevador e hoje o seu redesenho seria demasiado caro. Todavia a opção por aparelhos de elevada eficiência tem de se tornar um hávito. Do mesmo modo temos de olhar para edifícios de habitação antigos, hospitais, clinicas, lares de idosos e residência de idosos e substituir os antigos equipamentos por outros de elevada eficiência energética.
Deste modo um elevador típico de tracção convencional consome aproximadamente 3000KWh por ano a transportar oito pessoas num bloco de apartamentos com 100000 arranques ano. Um elevador hidráulico consumiria 4200Kwh! Um elevador de ligação directa cosnome apenas 1800Kwh!
O elevador de ligação directa gera menores picos de carga requerendo fusíveis menores e menores despesas de ligação. Não possui casa de máquinas e resulta numa economia de espaço também superior. Ao mesmo tempo, o motor possui menor rotação ( 95rpm em vez de 1500rpm) e não são necessárias despesas em óleo de 2 litros/ano nos convencionais e 40 litros/ano nos hidráulicos.
Para o arquitecto o elevador é aquele equipamente que permitiu alcançar os céus, mas é também ele um equipamento que consome recursos do planeta e na ora de optar, optem por elevadores de tracção directa. Existem imensas marcas que não vou publicitar, mas na hora de escolher, por favor escolham a eficiência!

Exemplo de elevador sem casa das máquinas com tração directa e alta eficiência energética:
Elevador de carga aplicado em
lar de Idosos dos arquitectos Utopia













Elevador sem casa das máquinas,
tracção directa e baixo consumo.
















Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Arquitectos e apelo à poupança de água


Filtro de torneiras de baixo caudal













Chuveiro de baixo caudal
















 
Já aqui temos falado aos arquitectos de vários modos de poupar o consumo de água durante a vida de um edifício. Contudo creio que não falei vezes suficientes sobre a importância de possuir torneiras de baixo caudal. stas torneiras misturam a água com ar através de um filtro permitindo uma poupança que ronda os 20% no consumo final. Desenganems-se aqueles que pensam que têm que mudar todas as torneiras. Na realidade, se possuirmos torneiras antigas podemos simplesmente colocar um filtro na saída e teremos um enorme benefício no consumo de água.
O papel dos arquitectos deve ser o de entusiamar não só os clientes mas a população em geral para este tipo de problemática, pois continuo a ver as mesmas torneiras de elevado caudal espalhadas por edifícios privados e públicos. Infelizmente, a água tem uma factura que é paga por todos e não apenas por aqueles que a consomem!